sábado, 18 de dezembro de 2010

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Garoto Muçulmano xiita paquistanês se flagela com facas durante procissão do Muharram, em Lahore, no Paquistão

Caio Fábio
Imagens como essa chocam a todos nós. Este é o extremismo da religião. Não precisamos de teses para definir o que seja a extremidade dela (imagens como essa dizem tudo), assim, muitos se propõem a discutir aquilo que não é extremo e com os braços cruzados, ficando em cima do muro, beijando a liberdade e a clausura, a sanidade e a alienação, a coerência e sordidez, a igualdade e os moralismos vis e entorpecentes.
E nesse meandro do descaminho, o quase-extremo/quase-são vai se reafirmando como a maior irrelevância da história e para a história. Os cativos se perduram e as crianças fenecem no mar morto da religião.
Quantos hão de arregaçar as mangas e ir além das zonas da logorreia?
fonte: site do Caio Fábio
foto: G1
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